03/03/2017





A necessidade de chorar não nasce da debilidade, da falta de força para resistir ou do desejo de jogar tudo para o alto. O problema vem e por mais forte que sejamos, é necessário chorar para nos libertar.
Considera-se fraco quem chora. Inclusive, recriminamos a nós mesmos quando as lágrimas vêm por causa de circunstâncias que vivemos.
Suportar uma situação difícil após outra, ser o pilar da família, estar sempre de pé mesmo quando se deseja sucumbir. Obriga a gente a ser fortes enquanto tudo desmorona ao redor.

 

É normal chorar e desabafar. Mesmo a árvore mais forte cede diante da força de um tsunami. Ninguém é feito de pedra para aguentar tantos golpes de todos os lados.
A pior coisa é reprimir as lágrimas. Engolir tudo e fingir que não precisa colocar para fora o que sente.
Cedo ou tarde acabará em prantos. Por mais que se retarde, esse momento chegará. Ninguém pode ser tão forte o tempo todo.
Muito menos quando tudo ao redor se volta contra nós.
Então chore. Livre-se de toda raiva, frustração e fadiga. Você se sentirá muito melhor depois. Por fim, todos acabam explodindo.
Ser forte é uma responsabilidade. No entanto, de alguma maneira, você deve esquivar toda pressão à que está submetido.

A necessidade de chorar como resultado do estresse

A necessidade de chorar após longos períodos suportando muito sofrimento, também é resultado de estresse acumulado.
Queira ou não, este estado nos acompanha em muitos momentos e situações da vida. Sempre aparece quando menos espera.
Às vezes, somos encorajados a desacelerar, parar e deixar de carregar muitas obrigações.
No entanto, estresse tem três fases distintas que é necessário saber identificar. Desta forma, pode-se gerir melhor tudo o que acontece ao nosso redor.

 

A fase de alarme

É quando a resposta de fuga está ativada, ou seja, muita disposição para enfrentar o perigo. Nesta fase, não se pensa, apenas se age. 

 

O período de resistência

Se a situação acima continuar, então nesta fase enfrenta-se o que vier, aconteça o que acontecer.
Tira-se força de onde não tem para manter-se firme, mas acaba esgotado. 

 

A fase de esgotamento

A situação que causou o estresse não desaparece, mas o nível de alerta perde força.
É quando se está a um passo de chorar, a busca por essa libertação nos permite extravasar por termos resistido demais.
Sem ter experimentado esta situação, será difícil agir para que não volte a acontecer.
Para fazer isso, isso é muito importante definir limites, pensar mais em nós mesmos e não doar quando não se tem mais a oferecer.
·Às vezes, por sermos pais, figuras de autoridade ou porque nos é imposta certa responsabilidade, lançamo-nos para atrás de uma chuva de pedras que acabam nos afundando.
·Somos fortes sim, mas como se vê, isso não dura muito tempo. No final, o estresse apresentado aqui poderá nos atingir.
Somos seres humanos, não máquinas. Temos um limite.
·Portanto, é importante estar ciente dessas fases mencionadas acima, a fim de frear tudo o que estamos fazendo e que está nos afetando.
Frear o tempo será benéfico para saber o quão longe podemos ir.
No entanto, há algo ainda mais importante para aprender. Aceitar que não se pode ser sempre esse muro onde outros se apoiam, uma viga que sustenta tudo.
Permita-se ser fraco, chorar, desarmar-se.  Somente aceitando isso, você poderá ressurgir e tomar medidas que lhe protejam e que não conduzam para esses extremos.

Só você sabe quão longe pode chegar. Não se esvazie completamente. Se você não for capaz, nada acontece. A necessidade de chorar é positiva, lhe ajudará.

fonte: melhor com saude

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