09/10/16




A Síndrome do Choque Tóxico é causada por uma bactéria que pode se proliferar em ambientes úmidos. Suas consequências podem chegar a ser fatais se não as identificarmos a tempo.

Esta síndrome não é algo novo e, apesar dos esforços para evitá-la, continua fazendo vítimas em muitos lugares do mundo.

Trata-se de uma doença grave causada por toxinas produzidas pela bactéria Staphylococcus aureus, cuja proliferação foi vinculada ao uso de tampões e produtos de higiene feminina.

Os alertas continuam devido ao número de casos que surgiram nos últimos anos, muitos com consequências lamentáveis.
A modelo americana Lauren Wasser, perdeu uma perna como consequência desta doença, atribuída ao uso de tampões.
A jovem de 27 anos iniciou uma batalha legal contra a Kotex Natural Balance, que acusa pela infecção que, por pouco, não lhe custou a vida.
Menos da metade dos casos têm a ver propriamente com o uso de tampões, mas seguem-se fazendo recomendações estritas para evitar seu uso.

O que é a síndrome do choque tóxico?

A Síndrome do Choque Tóxico (SCT) é uma infecção grave, que se produz por bactérias como a Staphylococcus aureus e a Streptococcus pyogenes, cujo crescimento anormal produz uma toxina com um grande poder para desencadear uma septicemia.
Pode afetar qualquer pessoa, mas os primeiros casos identificados se encontraram em mulheres que haviam utilizado tampões durante sua menstruação.
Foi descoberto na década de 1980, pelo microbiólogo Philip Tierno e sua equipe, que determinaram que seu desenvolvimento se havia dado pelas condições em que os materiais sintéticos ofereciam às bactérias.
A doença continua sendo um problema e seguem aparecendo casos isolados.

A maioria dos casos de SCT está também relacionada com outras circunstâncias, como cirurgias, e não apenas com o uso de tampões durante a menstruação. Quais os sintomas da síndrome do choque tóxico?

Os sintomas habituais começam com um mal-estar geral, acompanhado de febre alta, confusão e enjoos.
Conforme avança, a tensão arterial diminui, a pele apresenta alterações e são recorrentes os episódios de vômito e diarreia.
Pode conduzir a consequências graves, como a insuficiência renal, hepática ou cardíaca.
Os casos que não são tratados de forma oportuna levam à morte.

Qual o tratamento?

O tratamento geral da doença inclui a administração de líquidos e antibióticos capazes de frear a produção da toxina.
Também são administrados medicamentos para recuperar as funções vitais da paciente, como remédios para tratar a pressão baixa, terapia de suporte ou recuperação de fluidos, entre outros.
No caso de abscesso, drena-se a área para eliminar o pus.
É necessário que as pacientes permaneçam sob observação médica para conferir sua pressão sanguínea, a respiração e a atividade de seus órgãos.

Que medidas preventivas podem ser tomadas?

As infeções causadas por tampões não são comuns, mas ninguém está livre do risco de sofrer com elas, sobretudo se não souber usá-los de forma adequada.
·Seu uso não deve ser superior às oito horas; na verdade, o melhor é trocá-lo a cada 4 ou 5 horas.
·No caso de ter fluxo abundante, o melhor é optar pelos absorventes íntimos ou coletor menstrual.
·Use tampões apenas em situações especiais, como, por exemplo, idas à praia, atividades físicas ou para usar certos tipos de roupas.
·O ideal é escolher os de baixa absorção, já que, quanto mais absorver fluidos, maior o risco da doença.
·Os tampões devem ser mantidos longe do calor e da umidade para evitar o crescimento das bactérias.
A Síndrome do Choque Tóxico é uma doença que requer atenção imediata, pois as consequências podem ser fatais.
Recomenda-se consultar um médico imediatamente no caso de sentir os sintomas citados, sobretudo se forem identificados os fatores de risco.
fonte: melhorcomsaude





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