28/10/16






Laura Cardoso foi ao programa `Persona em Foco´ na TV Cultura. A atriz está com 89 anos de idade e falou sobre os 70 anos de carreira.

Ela relembrou o início dos trabalhos no rádio, falou de seu casamento e disse até que já brigou com uma diretora da Globo

Ela relembrou que, aos 16 anos fez um teste para atriz de radionovelas contra a vontade dos pais na Rádio Cosmos, hoje Rádio América, e foi contratada. Mas o nome de batismo, Laurinda de Jesus Cardoso, não foi aprovado, adotando então Laura Cardoso.

Foi nas rádios que conheceu o marido, Fernando Baleroni, com quem se casou e teve duas filhas: Fátima e Fernanda.  "A minha vida com Balleroni foi muito boa. Eu não digo que durante o caminho ele não tenha olhado para outra mulher. E que eu não tenha olhado para outro. É da vida. E é muito bom. No final as duas pessoas solidificam a amizade e o companheirismo. A caminhada é longa e durante a caminhada você olha para um lado e para outro. Mas tudo bem", diz, tranquila.

Laura já chegou a trabalhar de graça. "Durante a semana eu fazia radionovelas e aos sábados e domingos apresentava peças curtas em circos. O circo era tão pobrezinho que eu não tinha coragem de receber a bilheteria. O importante era estar em cena”.


Era nas rádios que ela pedia chance para atores e autores. "Eu passava pela Vida Alves e dizia: ‘me escala’. Passava pelo Cassiano Gabus Mendes e dizia: ‘me deixa fazer uma vez. Se não gostar não faço mais’. Fui escalada por Vida para 'Tribunal do Coração'. Depois Cassiano me chamou para fazer "Coração Sagrado" na TV de Vanguarda. Ganhei meu primeiro prêmio na televisão e nunca mais parei, graças a Deus”, vibra.

Daniel Filho a convidou em 1981 para a novela "Brilhante", de Gilberto Braga. Mas a atriz não esquece um canal importante para que as novelas se consolidassem no gosto do público. "Tudo que está nas televisões é resultado da TV Tupi, que começou tanto no teleteatro, na música e no esporte. Claro que não tínhamos  tecnologia, que veio depois, mas tínhamos um amor, uma garra para fazer. Tudo que  existe hoje na televisão foi a turma que criou e começou a fazer. O Rio diz que foram eles. Mas já disse pra eles que começou em São Paulo", provoca.
Ela fala sobre a dificuldade de adaptação do ator da TV artesanal para a era tecnológica. "É difícil para o ator de verdade. Ele tem até uma certa resistência sobra a industrialização. O ator quer moldar e formar seu personagem. Esse negócio de tecnologia eu e muito outros atores não gostamos muito", confessa, contando um episódio.

"Um dia estava fazendo uma cena dramática e, de repente, a diretora parou a cena. Eu disse: ‘por que parou?’. Disse que teria que pegar.... Eu disse: ‘não tem que pegar nada. Você tem que pegar eu. Pois sou eu que estou dizendo o texto de verdade. Eu que estou inteira aqui. Você não pode me cortar para fazer um close da bonitinha . Eu sou importante. Deixa eu terminar. Importa o texto que estou dizendo e não a moça loura. Eu sou feia, mas estou inteira aqui'", revela Laura Cardoso, sem citar o nome da diretora.


Fonte: IG
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