21/07/16




Para muitas pessoas, falar sobre os problemas e as dores é a melhor forma de sentir alívio e buscar meios para superar as perdas. Esta talvez tenha sido a ideia de Ashley Grimm, uma mãe que perdeu seu filho mais novo, Titus, em um trágico acidente de carro. Ela dirigia uma van com cinco de seus oito filhos quando voltava para casa, em Emmett, Idaho, nos Estados Unidos. Ainda no período de luto, Ashley escreveu um texto emocionante em seu Facebook sobre “o pior medo de toda mãe”: a morte de um filho.
No longo depoimento, que teve mais de 405 mil compartilhamentos na rede social, Ashley fala sobre a importância de as mães “abraçarem seus filhos” e “dizerem o quanto os amam”.
A mulher ainda pede para que as mães não julguem umas às outras, pois essa postura pode aumentar o peso da culpa que muitas mulheres sentem por coisas que acontecem com eles. Veja por que este e outros sentimentos são tão fortes no relato de Ashley, que ainda conta qual foi o motivo da morte de Titus, e dá ensinamentos para todos aqueles que são pais.


Texto de mãe sobre morte acidental do filho

De acordo com Ashley, ela estava dirigindo uma van com cinco de seus oito filhos quando saía de um posto de gasolina em direção à sua casa. Ela havia verificado os cintos de segurança nas crianças, e então, começou a trafegar por uma estrada montanhosa e cheia de curvas.
Acontece que, cinco minutos depois de iniciar o trajeto, Titus havia tirado o cinto de segurança com a ajuda de seu irmão de 8 anos. Ashley, então, viu uma pedra rolar estrada abaixo – que bateu no veículo, jogando-o para perto de um penhasco. Com o baque, Titus morreu na hora.
“Como alguns de vocês sabem, passei pelo pior medo de todas as mães. No dia 2 de junho, eu perdi o meu filho mais novo em um acidente de carro horrível. Eu estava dirigindo. Eu já tinha saído de um posto de gasolina e verificado cada fivela [do cinto de segurança] deles. Comecei a dirigir em uma estrada montanhosa e cheia de curvas até a casa da minha família.
Meu filho já era reconhecido por fazer tudo o que podia para desatar a fivela do cinto de segurança (“O The Flash [personagem super-herói] não usa cinto de segurança e eu sou o The Flash, mamãe”). (...) Em média, eu parava o carro de três a quatro vezes em qualquer viagem para firmemente fazê-lo colocar o cinto novamente.
Em outro trecho, ela continua:
“Estávamos apenas há cinco minutos dirigindo, quando uma grande pedra rolou em minha pista. Eu tinha três opções: tentar ficar em cima da pedra, passar para a pista contrária, que era uma grande curva com um rio agitado do outro lado. Pedra, cabeça em colisão ou rio. Eu escolhi a pedra. Escolhi errado. E sim, ele já tinha soltado o cinto junto com seu irmão de 8 anos. A pedra bateu no meu eixo, e nos enviou em queda livre para o lado de um penhasco. Nossa van de 13 passageiros rolou e meu filho foi embora na hora. Nossas vidas foram imediatamente separadas. O menino que tinha sido o meu orgulho e alegria foi cruelmente tirado de mim em questão de segundos.

Lembro-me de ser esmagado entre o meu console (sem airbag acionado) e três toneladas da nossa van. Eu tinha sangue em toda parte. Eu lutei e lutei e depois apaguei. Quando acordei, eu estava desafivelando meu bebê de seu assento de carro (ela estava de cabeça para baixo) e trabalhando para achar cada criança (5 dos meus filhos estavam comigo) para fora da van. Quando fui encontrar Titus, usei todas as minhas forças para levantar a van pesada de seu corpo minúsculo. Meu filho de 8 anos de idade estava tentando me ajudar. Eu só podia ver a metade inferior de seu corpo”.

Sentimento de culpa por acidente com filho

Dias após o acidente, a mulher afirmou que o noticiário falava da morte do seu filho “como se falassem da mudança do tempo”.
“Mas, isto não foi o que mais doeu. Os leitores comentaram as coisas mais cruéis sobre quão horrível eu era como mãe. O quanto eu merecia aquilo. Como meus filhos deveriam ser tomados de mim”, escreveu. Ela, entretanto, deu uma lição de bravura ao destacar todos os momentos em que esteve junto com o filho, que dizia que ela era “a melhor mãe de todas”.
"Eu queria empurrá-los e sacudi-los. Dizer para eles como nós éramos próximos, como eu lutava para mantê-lo a salvo. Como nós tínhamos um beijo especial de boa noite e dedicávamos um dia para ir ao Mc Donald’s por semana. Eu queria ter gritado para eles como ele sempre me falava que queria casa comigo, que eu era a melhor mãe de todas. Que ele construiu navios de Lego para mim, tirou sonecas na minha cama segurando minha mão com seus dedinhos rechonchudos”.

Aproveitar cada momento

Direcionando a mensagem a todas as mães, Ashely finaliza o texto dando algumas dicas sobre como aproveitar a vida com os filhos, cuidá-los e amá-los são as coisas mais importantes que você pode ter como experiência na maternidade.
“Entre no mundo deles, se envolvam com a bela e flutuante imaginação das crianças”, diz em uma parte. “Abrace seus filhos agora mesmo. Mergulhe em seus cheiros, olhe para o brilho inocente em seus olhos que está perdido em algum lugar entre a infância e a idade adulta. Sinta realmente como eles se estreitam em você. Abaixe seu telefone e veja-os pela lente de seus olhos, não só pela lente de sua câmera”.
O relato completo (em inglês) está na página do Facebook de Ashely.
fonte: bolsademulher



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