29/03/16


No último domingo, em entrevista à Eliana, o Padre admitiu, mais uma vez, seu preconceito quando Luana Muniz se aproximou dele para tirar uma foto, em 2015.

O Padre Fábio de Melo -  que vem conquistando fãs de todas as religiões, inclusive jovens e famosos, como Bruna Marquezine após aderir ao Snapchat e demonstrar seu bom humor em vídeos no aplicativo – se envolveu em uma polêmica em 2015, ao aparecer em foto ao lado do travesti Luana Muniz, e ter admitido que se sentiu envergonhado por ser preconceituoso.

Neste último domingo, no programa da Eliana no SBT, o padre voltou a comentar o ocorrido e chorou.

Depois de encontrar Luana no aniversário da cantora Alcione, onde a foto foi feita, Fábio de Melo contou em uma palestra que teve receio da aproximação, e que, logo depois de posar com a transexual, soube que ela realiza um trabalho social na Lapa, bairro boêmio do Rio. "A coisa que eu mais acho odiosa, como religioso, é toda vez que eu tenho a oportunidade de ver um instrumental religioso sendo usado para que a gente se sinta melhor que os outros. E eu confesso que quando encontrei a Luana - inclusive hoje corrijo a linguagem, porque no dia que eu dei essa palestra a minha ignorância me disse para chamá-lo de 'ele' -, senti toda aquela rejeição dentro de mim, sabe? Porque não foi natural, eu não quis estar perto dela", contou à Eliana.
O padre continuou seu discurso emocionado: "Confesso que na hora que eu senti que eu rejeitava aquela criatura, que eu não era capaz de amá-la como Jesus amaria se estivesse ali naquele lugar, e eu me senti um fracassado. Porque tantos anos como cristão e eu me lembrei da minha mãe, de tudo o que ela me ensinou na vida, e se tem uma coisa que eu aprendi com ela, é isso, que não tenho o direito de me sentir melhor que ninguém. Eu acho que existem questões humanas que nos distanciam demais por causa disso. O outro estudou menos que eu, o outro tem uma escolha sexual diferente da minha... nada, absolutamente nada, deveria ser um impasse para o nosso encontro", opinou ele.

Fábio de Melo, disse ainda:  "Eu fiquei amigo dela. Então de vez em quando a gente se fala. Logo no nosso primeiro contato ela me disse que tinha sido uma avalanche na vida dela, porque ela também não esperava aquilo, e o que foi mais interessante, uma iniciativa da Arquidiocese do Rio de Janeiro em ligar para ela, em procurar conhecer o trabalho, em oferecer ajuda. E ela disse: 'padre, o senhor não faz ideia do tanto de carolas, de beatas que vieram aqui querendo ajudar o nosso projeto'. Isso aconteceu e eu me sinto um vitorioso", finalizou.
fonte: pure people
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