26/07/15





Uma cozinha prática e ainda saudável não precisam ser incompatíveis. E o primeiro passo para unir esses dois universos é abrir mão dos alimentos processados e enlatados em favor dos frescos e naturais. Essa máxima vale também para os temperos que, quando industrializados, perdem seu poder vital e ainda podem prejudicar a saúde em função do alto teor de sódio e de conservantes. "A melhor opção é sempre utilizar os temperos naturais, como as ervas e especiarias", garante a nutricionista Cintia Azeredo, do VIta Check-Up Center. Ricas em óleos essenciais e propriedades antioxidantes, ervas como manjericão, tomilho, alecrim e sálvia são super acessíveis e devem ser utilizadas para deixar qualquer prato mais saboroso e saudável. Os benefícios são inúmeros. "No caso dos chás, há ervas que são calmantes e altamente eficazes no processo de relaxamento. Podem ser tomados a qualquer hora e sempre trazem conforto", indica a nutróloga Alice Amaral.



A apresentadora do '
Cozinha Prática', Rita Lobo é adepta do cultivo de ervas frescas em casa e garante que não é preciso muito espaço para manter uma mini-horta em vasinhos na cozinha. Ela ainda chama atenção para o potencial decorativo dessa criação. "Em vez de ficar comprando ramo por ramo toda semana, acho mais prático ter uma variedade plantada. Facilita a vida de quem faz o jantar e ainda decora o ambiente", afirma.


Alecrim

Frequentemente usada para temperar pães e aromatizar o azeite e carnes como de coelho, porco e peixe, essa erva digestiva é muito empregada na culinária por seu valor aromático e também pelo ganho nutricional. Segundo a nutricionista Isabel Jereissati, essa erva pode ser utilizada para fazer chás que, quando consumidos antes das refeições, ajudam na digestão. Além de ser um ótimo fungicida - por isso, muito indicado para mulheres com candidíase de repetição - o alecrim é estimulante, vasodilatador, anti-séptico e anti-espasmódico. "Deve estar presente diariamente nas diversas refeições, principalmente, por ser
riquíssimo em antioxidantes e polifenóis", explica a nutricionista Luciana Harfenist. A erva ainda contém rosmaricina, um óleo que melhora a circulação. Seu consumo, no entanto, deve ser evitado por gestantes pois tem ação abortiva. 


Manjericão

Ele pode até não ser o protagonista, mas o que seria da pizza, da salada caprese e do moho pesto sem o manjericão? E não é só em sabor que essa folhinha agrega ao prato. "Antifúngico, antioxidante e detox, o manjericão ativa enzimas que participam da limpeza do organismo e ajuda a proteger o fígado do excesso de gorduras", enumera Isabel Jereissati.

Para explorar ao máximo o seu sabor e aroma, essa erva deve ser utilizada fresca, em geral, na finalização dos pratos, para garantir a absorção dos antioxidantes. Além de ajudar na digestão, aliviar cólicas e diminuir a formação de gases - graças à presença de eugenol, substância que modula a inflamação e atenua dores musculares -, o manjericão é rico em carotenóides, cálcio e magnésio, explica Luciana Harfenist. "Também estimula o suco gástrico e auxilia na absorção intestinal das vitaminas, contribuindo para o equilíbrio das nossas células", acrescenta. 



Hortelã

Aromática e refrescante, as folhas de hortelã são muito utilizadas em pratos árabes e podem estar presentes em sobremesas, sucos e chás calmantes. Rica em vitamina A - nutriente antioxidante importante para o tratamento de infecções -, essa erva érecomendada para quem sofre de má digestão. "Estimula a produção e a concentração do ácido clorídrico e das enzimas digestivas", aponta Luciana Harfenist.

De acordo com Isabel Jereissati, a hortelã também tem efeito analgésico, antioxidante e relaxante, mas não deve ser consumida por pessoas com refluxo e com pedras nos rins. Para as mulheres, um dos grandes benefícios é o relaxamento da musculatura lisa gastrointestinal, o que contribui para o alívio das cólicas menstruais. "Uma dica é tomar chá de hortelã", recomenda a nutricionista. Isso sem falar nos gargarejos com as folhinhas para os dias de dor de garganta, né? Orégano

Podendo ser colocado dentro do vidro de azeite, o orégano possui ação antimicrobiana, bactericida e antifúngica, combatendo, por exemplo, bactérias patogênicas encontradas em quadros de alteração da flora intestinal. Segundo a nutricionista Luciana Harfenist, essa erva também é rica em carvacrol e timol, substâncias que elevam a presença de antioxidantes do organismo. 
Salsinha

Junto com a cebolinha, ela forma o tradicional cheiro verde, o feijão com arroz dos temperos. Mas poucas pessoas conhecem os benefícios dessa erva para a saúde. Isabel Jereissati destaca seus efeitos como protetor de danos hepáticos, antioxidante e diurético e ainda dá uma dica valiosa: para desinchar, tome suco de abacaxi com água de coco e salsinha.

Rica em vitamina C - ela possui 5 vezes mais que a laranja - e A, a salsinha contribui paraaliviar o mau hálito e ainda promove o enriquecimento da pele. Como explica Luciana Harfenist, seu uso moderado é indicado no tratamento de de inflamações das vias urinárias, cálculos renais, retenção de líquidos e distúrbios menstruais. Tomilho

Tempero para carnes, frango e peixe, o tomilho tem ação antibacteriana, antifúngica e antioxidante, graças à presença de carvacrol, explica Luciana Harfenist. Essa erva também é importante no equilíbrio das bactérias intestinais, segundo Isabel Jereissati. 

Camomila

Você certamente já ouviu de alguém o conselho de tomar um chá de camomila para se acalmar. E não é á toa. Essa erva, explica Luciana Harfenist, tem ação sedativa e reduz a ansiedade e o estresse. "Tome o chá antes de dormir para ajudar a ter uma boa noite de sono", indica Isabel Jereissati. Além disso, a camomila auxilia a digestão e melhora as cólicas intestinais. 


Capim-limão


Erva aromática - o citral é a substância que confere seu aroma característico - com ação antioxidante, anti-inflamatória e antifúngica, o 
capim-limão é eficaz no tratamento de micose, candidíase e infecções na garganta. Luciana Harfenist também aponta seus benefícios para a detoxificação hepática e intestinal. E qual é a melhor forma de ingerir essa erva? "É interessante consumir o capim-limão na forma de chá ou suco para evitar infeções no trato gastrointestinal", recomenda Isabel Jereissati.





fonte: GNT
Fotos: Getty Images e Divulgação
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