14/07/15




Blusas e cobertores que ficam guardados por muito tempo exigem cuidados antes de o inverno chegar. Fungos e ácaros prejudicam as peças e a saúde

Médicos alergologistas (que tratam de alergias) alertam: antes de enfrentar os dias e as noites mais frias do ano, é bom higienizar blusas, pijamas e cobertores que ficaram por muito tempo guardados. Essas peças podem estar impregnadas com fungos e ácaros.
Apesar desse risco, segundo Ivana Cortes, atendente da Lavanderia e Tinturaria Voluntários, são poucos os que se preocupam com as roupas de frio antecipadamente. “O certo seria lavar no mínimo duas vezes por ano, só que a maioria das pessoas deixa as roupas mofarem e só depois mandam para a lavanderia”, diz Ivana. Ela conta que só é possível tirar algumas manchas de bolor lavando a peça com água (em vez de solvente, utilizado na lavagem a seco), o que pode encolher a roupa. “Mas dependendo do tecido e do tempo que a peça fica guardada, não tem milagre que dê jeito”, afirma.


 

Exemplo de pessoa cautelosa é a professora aposentada Neyde Lima, 63 anos. Já no início do outono ela seleciona as suas roupas de inverno, separando para a doação o que não pretende usar. E higieniza as peças que ficam. “Se não faço isso, as roupas ficam todas empoeiradas e pegam umidade”, diz Neyde.
         Não durma com o inimigo
A importância de conservar adequadamente as roupas vai além de uma questão estética. Pior do que ficar encardida e com cheiro ruim, a vestimenta que permanece muito tempo enfurnada nos guarda-roupas compromete a saúde. É o que aponta Ronaldo Regis Mobius, médico do serviço de alergia e imunologia do Hospital Cajuru. Segundo ele, os tecidos rugosos, principalmente de lã, acumulam poeira domiciliar, que contém ácaros e fungos. Esses microorganismos se proliferam nos armários e entre as roupas, onde há calor e umidade.
Por isso, antes de usar, o ideal é lavar as peças que circulam pouco. “Ficar em contato com roupas contaminadas estimula ou agrava crises de rinite, conjuntivite, faringite e asma”, adverte Ronaldo. “Imagine quem dorme com um cobertor que ficou quase um ano guardado. A pessoa passa mal e, às vezes, não sabe por quê. Ora, ela está dormindo com o inimigo!”
A psicóloga Ariadne Bauer, 26 anos, conhece bem os riscos apontados pelo médico. Por sofrer de rinite alérgica e ter problema de umidade no seu quarto, ela precisa estar sempre atenta às suas roupas, ou então seu nariz coça e surgem crises de espirros.
Anualmente, a psicóloga retira as peças do guarda-roupa e lava o móvel com água sanitária. Além disso, uma vez por semana, deixa as portas do guarda-roupa abertas o dia todo para arejar. Outra de suas estratégias consiste em não deixar muitas peças na mesma prateleira e não acondicioná-las em plásticos, para não abafá-las. Das naftalinas Ariadne também já se livrou faz tempo, pois, segundo ela, só pioravam a rinite.



fonte: gazetadopovo.com.br
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