17/05/15

Cerimônia aconteceu neste domingo, 17, no Cemitério Israelita de Vilar dos Teles. 

O ator morreu devido a uma broncopneumonia.


A família e os amigos mais próximos do ator Elias Gleizer, morto neste sábado, 16, se reuniram para o último adeus ao artista, neste domingo, 17, no Cemitério Israelita de Vilar dos Teles, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.



Pouco antes das 13h, Rosa Amar, de 76 anos e irmã do ator, chegou com a filha Simone Amar, de 47 anos, única sobrinha de Gleizer. Ao EGO, Rosa resumiu o sentimento da perda: "Um pedaço de mim se foi. Desculpe, não consigo me expressar".
José Ribamar de Almeida Cerqueira Filho era dentista de Elias e lembrou os últimos dias do ator. “É um dia muito triste. Éramos amigos por mais de 30 anos. Infelizmente, ele caiu da escada rolante do meu consultório (localizado em um edifício comercial no bairro de Copacabana). Dispensou a ajuda para caminhar sozinho, mas a perna acabou falhando e caiu no meio da escada rolante. Levamos ele para o hospital Copa D'Or porque ele se machucou. O tempo todo ele estava falando e brincando com a gente. Queria apenas fazer curativo e continuar o tratamento dos dentes. É realmente muito chocante. Na sexta-feira, fui ao hospital e conversamos. Não esperava que isso fosse acontecer", afirmou o médico ao chegar no cemitério por volta das 12h40 deste domingo.
A sobrinha afirmou que o tio sempre foi muito ativo e não se conformava em estar debilitado em um hospital. "Ele sempre prezou muito o trabalho. Ao se ver no hospital, com cinco costelas quebradas e problemas no rim, ficou muito triste. Não queríamos vê-lo sofrer, mas, ao mesmo tempo, não queríamos ficar sem ele. É uma situação muito difícil", resumiu ela.
Shirley Ramos, cuidadora de Elias por mais de cinco anos, ressaltou que seu pensamento positivo e força de vontade de trabalhar eram pontos marcantes de sua personalidade. "Ele só queria trabalhar. Estava chateado de fazer hemodiálise constantemente. Mas nunca deixou de sorrir e falar coisas engraçadas. Eu estou realmente triste", lamentou ela.
Os parentes e amigos foram encaminhados para uma capela dentro do cemitério para que um rabino pudesse dar continuidade aos aos rituais religiosos. Às 13h40, o caixão com o corpo de Gleizer deixou a capela, sendo levado em cortejo fúnebre até o local da sepultura, onde foi enterrado às 13h45. Depois, as pessoas que participaram da cerimônia passaram por um ritual de purificação e tiveram suas mãos lavadas antes de deixar o cemitério. Rosa, irmã de Gleizer, estava muito emocionada e foi amparada pelos familiares.

'Nunca o vi triste', diz amigo
Após o enterro, Shirley, que trabalhava para o ator, falou das lembranças que vai guardar do convívio com Gleizer. "Agora só resta a saudade. Nunca o vi triste. Era sempre uma pessoa animada e bem-humorada. Todo dia tomávamos café da manhã e ele sempre me chamava de Sheila. Era engraçado", lembrou. "Ele era exatamente como nas novelas. Um tio, um avô... Vai fazer falta", reforçou a sobrinha Simone. O dentista José Ribamar também falou sobre a falta que o amigo vai fazer. "Nunca o vi triste apesar das adversidades da vida. O que fica são os bons momentos. Vamos lembrar dele sempre alegre", disse ele, lembrando que o socorro a Elias no dia em que caiu na escada foi rápido. "Após o tombo, ele se levantou e o levamos de carro. Era alguns cortes, mas não tinha fratura exposta. O problema foram as costelas fraturadas e uma delas acabou perfurando o pulmão", lamentou. 

Carreira e família

Filho de imigrantes judeus poloneses, o ator nasceu em 4 de janeiro de 1934, em São Paulo. Ao longo de sua carreira, Elias Gleizer participou de mais de 50 novelas, especiais e minisséries, desde sua estreia na TV Tupi, em 1959. Seu primeiro trabalho expressivo foi o especial "José do Egito" e a primeira novela na emissora aconteceu cinco anos depois, com "Se o mar contasse", de Ivani Ribeiro.


O ator ficou na Tupi até 1978. De lá, passou pela TV Bandeirantes e pelo SBT, de 1980 a 1983. Atuou, entre outras produções, na novela "Meu pé de laranja lima" e no seriado "Dona Santa". Elias estreou na Globo em 1984, convidado por Walther Negrão para atuar em "Livre para voar". Três anos depois, fez "Direito de amar" e, em 1989, estava no elenco de "Tieta". A lista de novelas das quais participou é grande. Entre as mais marcantes estão "Explode coração (1995), "Chiquinha Gonzaga" (1999), "Terra nostra" (1999), "Caminho das Índias" (2009), "Tempos modernos" e "Passione" (ambas em 2010) , além de participações em "Malhação" e no humorístico "Zorra Total".



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