19/01/15



Em 1980, Martin era um jovem super ativo. Mas, quando tinha 12 anos, foi acometido por uma doença que deixou os médicos atordoados, e que o fez perder os movimentos do corpo aos poucos , parou de fazer contato visual e, finalmente, de falar.
Os pais foram informados de que ele estava em estado vegetativo e que o melhor que eles poderiam fazer seria levá-lo para casa e mantê-lo confortável até que ele morresse.
Apesar desse diagnóstico pesado,o jovem continuou a viver e viveu assim por muito anos. A mãe chegou a passar pro momento de desespero e até pediu a que ele morresse, mas jamais imaginou que o filho ouvia tudo e via tudo.
O pai lembra bem da rotina de levar o filho todos os dias ao hospital para tratamentos especiais. De todo o cuidado para que ele não sofresse de assaduras e que o filho precisava dele para tudo. 
“Sim, eu estava lá, não desde o início, mas por volta de dois anos depois em que entrar no estado vegetativo, comecei a acordar”, disse Martin


A rotina no hospital era difícil. As enfermeiras sem saber que ele ouvia tudo colocavam Barney todos o dias e Martin odiava. Era uma verdadeira tortura.Ele permanecia amarrado a sua cadeira de rodas, inerte, mas sempre pensante. Vivia dentro de si, uma solidão sem tamanho.
“Ghost Boy: My Escape From a Life Locked Inside My Own Body” [Garoto Fantasma: Minha Fuga de uma Vida Presa Dentro do Meu Próprio Corpo] é uma nova biografia em que ele conta tudo o que passou e fala que acordou depois de dois anos inconsciente e viveu 10 anos consciente de tudo, mas invisível para as pessoas.
"Eu tinha consciência de tudo, assim como qualquer pessoa normal. Todos estavam tão acostumados à minha ausência, que não perceberam quando comecei a estar novamente presente. Fui atingido pela dura realidade de que eu passaria o resto da minha vida daquele jeito: completamente sozinho.”
Por muitas vezes Martin pensou que morreria sem nunca revelar que estava consciente de tudo e que nunca se livraria daquela prisão dentro do seu próprio corpo.
“Na verdade, não pensava sobre nada”, lembrou Martin. “Você simplesmente existe. É um lugar muito escuro para estar porque, em certo sentido, você se permite desaparecer. Minha mente estava presa num corpo inútil, meus braços e pernas não estavam sob o meu controle e minha voz estava muda. Eu não podia fazer um sinal ou emitir sons para alertar as pessoas que deu estava consciente outra vez. Eu era invisível – o garoto fantasma.”
Aos poucos o corpo de Martin foi reagindo e ele aprendeu a se comunicar através do computador.Hoje, aos 39 anos ele vive uma vida normal e é casado com o seu grande amor. 

Fonte: notifam.com/
Enviado por Aline Fav do www.inspiredresses.com.br
Imagens: notifam e google
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