07/01/15


O atentado terrorista na manhã desta quarta-feira (7) à sede da revista "Charlie Hebdo" é o mais mortal na França em 54 anos, segundo levantamento do jornal "Le Monde".Doze pessoas morreram, entre elas oito jornalistas. Outras 11 pessoas ficaram feridas, quatro estão em estado grave.

A França tem um longo histórico de atentados terroristas. O pior deles ocorreu em 1961, durante a Guerra da Argélia. A OAS (sigla em francês da Organização Armada Secreta) explodiu uma bomba em um trem que fazia o trajeto Strasbourg-Paris, na altura da cidade de Vitry-le-François. A explosão fez a composição descarrilar e matou 28 pessoas.
Outros atos terroristas afligiram o país entre 1978 e 1986. Em maio de 1978, no aeroporto de Orly, militantes palestinos atiraram em um grupo de passageiros que embarcavam para Tel-Aviv. Oito pessoas morreram.
Em outubro de 1980, uma bomba escondida em uma moto explodiu na frente de uma sinagoga em Paris, matando quatro pessoas. Em agosto de 1982, a comunidade judaica foi novamente alvo de um ataque. Atiradores mataram na ocasião seis pessoas.
Também em 1982, um trem do trajeto Toulouse-Paris foi atacado por Illich Ramirez Sanchez (conhecido como Carlos, o Chacal), depois que dois membros de seu grupo terrorista terem sido presos. Cinco pessoas morreram na explosão.
No ano de 1983, ocorreram dois atentados a bomba, um no aeroporto de Orly, com oito mortes, e outro na estação de Saint-Charles (Marseille), com três mortes. A Organização da Luta Armada Árabe reivindicou a autoria dos ataques.
Em 1986, um atentado a bomba na loja Tati, em Paris, matou sete pessoas. A rede terrorista pró-Irã de Fouad Ali Saleh, cometeria em cerca de um ano um total de 15 atentados na cidade, com um total de 15 mortos e 303 feridos.
Nos anos 90, a França foi alvo de terroristas argelinos, com explosões de bomba em uma estação de trem em Paris em 1995, que deixaram oito mortos, e em 1996, agora no metrô da cidade, com quatro mortos.
No atentado mais recente, ocorrido em março de 2012, Mohamed Merah, 23, matou sete pessoas nas cidades de Toulouse e Montauban. Ele se dizia integrante da Al Qaeda e foi morto por forças policiais. (Com Le Monde)

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